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A Moderna Diferença (GI 6)

Investigadora Principal: Luisa Maria Rodrigues Flora

A Moderna Diferença é um Programa transdisciplinar do Centro de Estudos Anglísticos da Universidade de Lisboa (CEAUL) concebido na área dos Estudos Ingleses. Trata-se de um Programa de Investigação e Intervenção na sociedade, construído para pensar, (in)formar e agir sobre o problema dos conceitos de igualdade e diferença, de identidade e alteridade e o das suas relações, na nossa modernidade, e sobre o dos conflitos que radicam nessas problemáticas relações. Nesta primeira década do século XXI, decorrendo ainda do pensamento individualista forjado ao longo da idade moderna (por sua vez gerador de um indivíduo que interroga a sua particularidade), tais problemas (económicos, políticos, sociais e culturais) agudizam-se, com violência, através do exercício do poder, filtrado pelos media, por instituições financeiras, industriais, científicas, educativas, religiosas, que se servem das novas tecnologias.

O Programa dá ênfase a temas construídos em termos do binómio cultura humanista/cultura científica, de noções de género e de raça, da antítese guerra/paz, tal como se materializam em diversas formas de expressão linguística (nomeadamente a literária e a ensaística) e em formas visuais de expressão. A Moderna Diferença parte ainda do princípio de que os referidos problemas das definições de igualdade e diferença, de identidade e alteridade e das suas relações, bem como o dos conflitos que neles radicam, definitivamente se constituem enquanto objecto de análise sistemática desde a segunda metade do século XVIII até à actualidade.

As hipóteses a enunciar neste quadro teórico-crítico são testadas mediante a concepção de um corpus representativo de trabalhos que, desde a viragem do século XVIII para o século XIX, interagem na cena da cultura britânica e, deste modo, vão construindo as condições para confrontos entre esta e outras culturas. Com base na análise de discursos de mulheres, no âmbito dos encontros coloniais, e em contexto dominantemente patriarcal, problematizam-se expressões do império britânico. A partir do início do século XXI, ao revisitarmos as transformações ensaiadas pela ficção narrativa, procurar-se reflectir sobre o transfigurar (para e pela escrita) da violência pública e privada, sobre os cruzamentos metaficcionais e os múltiplos diálogos de carácter intertextual. Os trabalhos constitutivos do corpus em estudo, formalmente muito diferenciados, materializam-se em diversas práticas discursivas (poema, drama, conto, ensaio, relato de viagem e biográfico, romance) e práticas visuais (arquitectura, pintura, gravura, fotografia, cinema) que se constituem também como documentos.

O Programa A Moderna Diferença tem tido como objectivos tornar públicos os resultados da respectiva investigação e contribuir para transformar as práticas dos que nele participam.

 
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Centro de Estudos Anglísticos da Universidade de Lisboa (CEAUL)