Há muito que a tradição dos Estudos Ingleses e Americanos em Portugal se tem apoiado na dinâmica do associativismo académico, na qual a rede de parcerias da APEAA assume destaque, envolvendo instituições nacionais e internacionais e estabelecendo interacções contínuas com os centros de investigação. Numa época em que os paradigmas político-culturais estão à beira da crise e/ou da mudança, é fundamental revisitar as estruturas teóricas e pragmáticas que sustêm (e constrangem) as nossas práticas de investigação. De facto, as Humanidades enfrentam presentemente desafios causados pela crescente interferência de um discurso científico e utilitário baseado no empirismo e na lógica, a expensas da imaginação e da criatividade, bem como a ameaça da política de austeridade que desvaloriza o investimento na cultura e na memória. Assim, esta conferência, organizada em colaboração com o CEAUL (Centro de Estudos Anglísticos da Universidade de Lisboa), visa providenciar um fórum para discutir o modo como a produção académica dos Estudos Anglo-Americanos, com a sua vocação para a pluralidade e para propostas interdisciplinares inovadoras, pode progredir. Queremos também construir estratégias de coesão entre os nossos colegas, de forma a disseminar melhor o nosso contributo para a interpretação e a fruição de sentidos, valorizando a pluralidade de manifestações culturais e estéticas. Porque está no cerne das Humanidades encontrar novas formas de ler e narrativas alternativas, no contexto contemporâneo precisamos de consolidar e explorar vias de contacto com as comunidades ao nível local, nacional e transnacional. Este congresso será estruturado em sessões plenárias e paralelas, mesas-redondas e contará ainda com apresentações de posters. Dado que a integração de jovens investigadores é essencial para a renovação das nossas instituições, fazemos um apelo especial aos alunos de licenciatura e de pós-graduação para que proponham posters (dimensão máxima A1 = 841 x 594 mm) com os seus projectos de investigação em curso, que serão expostos, apresentados e discutidos durante a conferência. Dado que o diálogo entre profissionais a trabalhar em diversos ambientes de aprendizagem e de investigação é essencial para promover conexões vitais bem como o diálogo entre a academia e a comunidade, vamos organizar mesas-redondas para encorajar debates sobre o associativismo e sobre metodologias e temáticas de investigação dentro das áreas Anglo-Americanas.
Aceitamos i) resumos de 300 palavras para comunicações de 20 minutos ou ii) posters, sobre tópicos que podem incluir mas não se limitam a:
Estudos Anglo-Americanos e transdisciplinaridade: literatura, tradução, cultura, artes, língua(s) e discurso
Estudos Anglo-Americanos em Portugal
(Variedades do) Inglês no Mundo
Política e as Humanidades nos Estudos Anglo-Americanos
Geopolítica e hegemonia cultural
O colapso do sistema de carreiras na profissão docente
Doutoramentos em crise
Avaliação e análises de qualidade
I&D, políticas de concessão de bolsas
Graduação e rácios no sistema educativo
Métodos, estratégias e ferramentas para enfrentar os actuais desafios pedagógicos
Crise e imaginação no século XXI
Cooperação vs. competição
Editores, editoras, escritores e o público leitor para a investigação académica
Contactos com a comunidade
Estudos críticos, critérios científicos e criatividade
Impacto económico e social dos Estudos Anglo-Americanos
Novas práticas e sites de trabalho académico em rede (blogues, wikis, FB, Twitter...)
Novos modelos de publicação, distribuição e acesso à pesquisa académica
Desenvolvimento profissional de investigadores em início de carreira
Políticas de investigação na Europa Meridional
Tarefas múltiplas na academia: projectos de investigação, docência, contactos com o público e com os meios de comunicação social
Comissão Organizadora Alexandra Assis Rosa Ana Cristina Mendes Diana V. Almeida Fernando Barragão Jean Page Luísa Flora Margarida Vale de Gato Rita Queiroz de Barros